| Ainda um pouco "ingênuos", EUA precisam, por exemplo, pressionar mais arbitragem, segundo Klinsmann |
Um dos jornais mais conceituados do mundo, o New York Times publicou uma longa análise do desempenho dos Estados Unidos após a derrota por 4 a 1 para o Brasil, em amistoso realizado na noite desta quarta-feira no FedEx Field, em Washington. De acordo com o diário americano, a seleção do país teve uma exibição "inconsistente", porém "encorajadora" na partida.
"Os EUA ainda estão aprendendo, com o Brasil de professor", é o título da reportagem. O periódico ressalta "a incrível decepção" depois que a equipe americana caiu no Pré-Olímpico e ficou fora do torneio de futebol de Londres 2012, mas lembra que o fracasso "não foi um referendo" do estado atual da seleção, devido às restrições de idade daquela competição.
Assim, o jornal coloca o "foco maior" nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014. O grupo dirigido pelo alemão Jurgen Klinsmann estreia no qualificatório em 8 de junho, em Tampa, contra Antígua e Barbuda. "Enquanto os resultados de amistosos são irrelevantes, este giro é importante para calcular o efeito que Klinsmann, uma lenda mundial do futebol desde seus dias de jogador com a Alemanha, teve no programa nacional", escreve o diário.
Klinsmann substituiu Bob Bradley no comando da seleção em julho passado, em uma contratação que "veio com promessas", conforme lembra o diário. O alemão projetou uma "nova filosofia" e na goleada por 5 a 1 em um amistoso contra a Escócia, no último sábado, ficou clara a tentativa de um jogo mais rápido, ainda na análise do periódico; houve, nesse contexto, mais trocas de passes de primeira e mais combinações em vez da insistência em bolas altas e longas na direção da área.
O New York Times admite que os americanos "não foram capazes de repetir esse nível constante de controle contra os mais habilidosos brasileiros, mas houve momentos" em que sim - o exemplo citado veio pouco antes do intervalo para o segundo tempo, quando Michael Bradley iniciou a jogada que terminou com Fabian Johnson servindo para Herculez Gomez marcar e diminuir a desvantagem dos mandantes para 2 a 1. "Estamos evoluindo e ficando melhores", analisou o meia-atacante Landon Donovan depois da derrota, em declarações citadas pelo jornal.
A outra mudança que Klinsmann tenta impor é emocional, dizendo acreditar que seus jogadores podem ser "ingênuos" e precisam mostrar um lado mais "cruel" durante o jogo. O treinador acredita que os atletas precisem, por exemplo, "colocar pressão no árbitro do modo como os outros times fazem". Contra o Brasil, o treinador reconheceu ter sentido que sua equipe mostrou "muito respeito" pelo rival no início do encontro.
Por outro lado, ainda de acordo com o jornal, o alemão ressaltou que os EUA "criaram um monte de chances contra um time top de nível mundial". "Eles simplesmente não as concluíram", resume o diário, apontando que ao final houve "positividade" no vestiário americano.
"Com dois gols controversos contra e muitas oportunidades criadas, os jogadores estavam, pelo menos em parte, animados com a experiência. Conforme os EUA avançam, essas partidas são provas de fogo para uma equipe que ainda está aprendendo a maneira exata a qual o seu novo técnico está procurando", avalia a publicação, que encerra a reportagem com mais uma declaração de Donovan: "quanto mais jogos assim você faz, mais confiante você se sente".
Portal Terra
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