HAMBURGO – O objetivo era preparar a seleção para os Jogos Olímpicos. Mas a agenda de quatro jogos do Brasil atende mais a interesses comerciais que esportivos e fará a seleção viajar quase 15 mil quilômetros no total em apenas duas semanas.
Neste sábado, a seleção jogou contra a Dinamarca em Hamburgo. A proximidade alemã da fronteira com a Dinamarca garantiu um estádio lotado, de dinamarqueses. 35 mil pessoas viajaram duas horas de suas casas na Dinamarca ao estádio, na Alemanha, e dominaram as arquibancadas.
A próxima etapa é uma viagem transcontinental com escalas até Washington, onde a seleção enfretará no dia 4 de junho a seleção dos Estados Unidos. Com o fuso horário de seis horas de diferença, mais uma adaptação será necessária. Terminada a partida, mais uma viagem, desta vez para Dallas, para enfrentar o México em um local onde a imigração mexicana deve lotar mais um vez o estádio. Para completar, mais uma viagem de cinco horas de avião até Nova Iorque, onde a seleção termina turnê contra a Argentina de Lionel Messi.
Para a ISE, empresa saudita que tem os direitos sobre os jogos amistosos do Brasil, uma das formas de arrecadação é por meio da bilheteria e da transmissão. Para garantir lucros, portanto, precisam atuar onde tem alguma garantia de estádios lotados, algo que o Brasil por si só já não garante mais.
Não por acaso, Mano ironiza quando se aponta que ele terá mais de uma semana com a seleção, um privilégio hoje. “Que privilégio…Serão três treinamentos completos no total”, se queixa. Mano lembra que, entre outubro de 2011 e fevereiro 2012, não houve como registrar uma evolução no time. Afinal, a seleção em sua formação ideal não entrou em campo. Agora, vive o mesmo problema, enquanto o tempo começa se esgotar.
Estadão.com.br
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